01 castanha por dia para proteger seu cérebro

Quando o consumo de um alimento é associado a um ganho para a saúde, como derrubar a pressão arterial,
afugentar o diabete ou driblar o câncer, logo vem o recado: você deve ingeri-lo todos os dias e, de preferência,
em doses bem caprichadas. Com a castanha-do-pará, também conhecida como castanha-do-brasil,
a história é um pouco diferente. Basta uma unidade por dia, só uma mesmo, para proteger o cérebro contra
males neurodegenerativos – caso da doença de Alzheimer, como sugere os estudos dos nutricionistas.
No trabalho, compararam o estado nutricional de voluntários saudáveis ao de portadores do problema.

Basta 01 castanha por dia para proteger seu cérebro

Uma única unidade da oleaginosa é capaz de resguardar os neurônios, garantir o bom funcionamento da tireoide, evitar o envelhecimento precoce e blindar o coração.
Revista Sempre Mais Rio Preto O resultado mostrou que o grupo com comprometimento cognitivo apresentava uma deficiência muito
maior de selênio, mineral encontrado em abundância na pequena noz – para ter ideia, uma unidade concentra
de 200 a 400 microgramas do nutriente. Hoje, a recomendação de consumo para um adulto é de 55
microgramas diários, ou seja, sozinha, a castanha já supre a quantidade de selênio de que seu organismo
precisa. E acredite: ele realmente depende do mineral para funcionar a todo vapor.
O selênio é fundamental para a formação de uma enzima que tem ação antioxidante, a glutationa peroxidase.
Não se assuste com o palavrão. O importante é saber que tal enzima é uma das mais potentes na
hora de dar um chega pra lá nos radicais livres, aquelas moléculas que danificam as células e causam todo tipo
de enrascada – inclusive a morte de neurónios, o que fomenta o desenvolvimento da doença de Alzheimer.
As evidências apontam, portanto, que o consumo de selênio reduz a produção desenfreada desses inimigos.
Agora, o próximo passo da investigação será analisar se incrementar a dieta com o mineral também
seria capaz de barrar os danos na massa cinzenta de  quem ainda não tem Alzheimer, mas já é refém de falhas
cognitivas leves. Para isso, estamos oferecendo uma castanha ao dia aos voluntários. No ano que vem,
teremos os primeiros resultados da intervenção.

PARA O BEM DA TIREÓIDE

Deixar os neurónios sãos e salvos dos radicais livres e, assim, prevenir males neurodegenerativos está longe
de ser o único benefício associado ao selênio da castanha.
Já se sabe que ele também é fundamental para regular o trabalho da tireoide, onde são produzidos os
hormônios T3 e T4, dupla que rege o funcionamento do corpo inteiro. Durante o estudo se avaliou-se pacientes
com problemas na tireoide – tanto hipotireoidismo como hipertireoidismo e pessoas sem nenhuma
disfunção nessa glândula. Uma parte era de São Paulo, onde o solo é pobre no mineral, e a outra do Ceará,
estado em que a terra esbanja selênio. Isso fez diferença. Ao final do levantamento notou-se que o time
da capital paulista tinha menores níveis do composto na circulação. Além disso, foi constatado que, entre
pacientes com hipotireoidismo ou hipertireoidismo, aqueles que moravam em São Paulo apresentavam
maiores indícios de radicais livres e inflamação na glândula.
Os dados ainda são preliminares, mas reforçam a importância da castanha-do-brasil e outras fontes de
selênio para a glândula. Por falar em radicais livres, sabia que o estresse
oxidativo, como é chamado o desequilíbrio entre a formação e a remoção dessas moléculas, é bem maior
em indivíduos que praticam atividades físicas moderadas ou intensas? Para evitar o envelhecimento precoce
e garantir um excelente desempenho, o jeito é deixar o sistema de defesa tinindo. Uma das enzimas mais
cruciais nessa empreitada é justamente a glutationa peroxidase, aquela que depende do selênio para agir.
Por isso, recomenda-se aos esportistas que a ingestão diária fique em torno de 200 microgramas.
Alguns trabalhos científicos ainda sugerem mais uma grande vantagem de se render ao pequeno fruto
da castanheira: o selênio diminuiria a agregação de placas nos vasos sanguíneos e a glutationa barraria a oxidação
do colesterol LDL, inimigo do peito. “Ou seja, tudo indica que existe uma relação inversa entre os
níveis de selênio no sangue e a incidência de doenças cardiovasculares. Mas ainda há poucos trabalhos sobre
o real papel do mineral na prevenção desses males.

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